Criança Esquecida

Criança inocente
Não sabe o que sente.
Seus atos Tempestivos
Denunciam-lhe,
Mas se calam diante
Da realidade sombria.
Enclausura em si
E já não sabe sorrir.

A tristeza da alma
Paira em seus ombros.
Palavras amargas
provêm de seus lábios.
São tantos conflitos
Em tão tenra idade.

Como pode a tristeza
Reinar na inocência?
Em sua alma, a nobreza
Acanhada se mostra.
Os caminhos da vida
Tortuosos se encontram.

A família presente
Se encontra ausente.
A sociedade demente
corrompe sua mente,
A escola impotente
Sem recursos aparentes.

A igreja almeja o arrebatamento.
E a criança esquecida
Envolta em tormento...

Criança esquecida
Na lei os direitos
Lhe são garantidos,
Mas a lei está cega
A lei que vigora
É a lei da selva.

Enquanto os olhos da lei
Continuam turvos,
A criança esquecida
Vagueia só pelo mundo.

(Lubarrel)

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